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Varejo e Reforma Tributária: o que fazer agora para não perder eficiência fiscal

Um homem de barba e óculos trabalha concentrado e com um leve sorriso em seu laptop. Ele está no escritório de uma pequena empresa ou e-commerce, com caixas de embalagem, prateleiras e uma arara de roupas visíveis ao fundo, sugerindo um ambiente de gestão de negócios online.
Por
Nexaas
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25/Ago/2025

Confira tudo o que você precisa saber sobre Reforma Tributária e seus impactos no varejo para garantir a eficiência fiscal nos negócios.

A Reforma Tributária finalmente saiu do papel e começou a avançar, sinalizando uma das transformações mais significativas no sistema fiscal brasileiro das últimas décadas. Mas você tem ideia do que isso significa para o setor varejista?

Com a substituição de tributos como PIS, Cofins, ICMS e ISS por dois novos impostos, o CBS e o IBS, o país busca simplificar sua tributação que há anos representa um entrave para a competitividade e o crescimento dos negócios. A proposta já foi aprovada em parte e o cronograma de implementação está em curso, o que exige atenção imediata especialmente de quem atua no varejo.

Quem atua no setor varejista geralmente lida com altos volumes de transações, margens apertadas e operações em múltiplos canais. A forma como os impostos são apurados, cobrados e repassados mudará, afetando diretamente a precificação, a gestão de estoque, o relacionamento com fornecedores e a operação de lojas físicas e digitais. Manter a eficiência fiscal nunca foi tão estratégico. Afinal, quem ignorar os ajustes na estratégia fiscal no varejo agora pode comprometer a saúde financeira e a competitividade no médio prazo.

O que muda com a Reforma Tributária para o varejo?

Com a Reforma Tributária, o varejo brasileiro inicia um novo capítulo, marcado por simplificação, mas também por profundas transformações na forma como os tributos serão geridos. A mudança mais relevante é a criação de dois novos impostos: a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), que substitui PIS e Cofins no âmbito federal, e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que unifica ICMS (estadual) e ISS (municipal). Ambos seguem o modelo de IVA (Imposto sobre Valor Agregado), trazendo o fim da cumulatividade e permitindo a compensação de créditos ao longo da cadeia produtiva. Cabe observar que essa é uma mudança que impacta desde o fornecedor até o consumidor final.

Essas alterações trazem impactos diretos em diversas frentes operacionais:

  •  Precificação dos produtos: terá que ser revista, já que o novo modelo altera a lógica de formação de preço e de repasse de impostos.
  • Emissão de notas fiscais: exigirá adequações aos sistemas, com novos campos e regras para apuração dos tributos.
  • Logística: também será impactada, especialmente em operações interestaduais, que deixarão de considerar a origem e o destino para cálculo de ICMS.

Além disso, para quem atua com omnichannel, integrar canais físicos e digitais será ainda mais desafiador — e necessário — para garantir consistência fiscal e evitar perdas por erros tributários. A reforma também deve mexer nos regimes especiais, como o Simples Nacional e substituição tributária, exigindo das empresas um acompanhamento atento para manter a conformidade e a competitividade.

Confira quais são os riscos para quem não se prepara

A Reforma Tributária traz oportunidades, mas também riscos para as empresas varejistas que não se prepararem adequadamente. Ignorar seus impactos tributários no varejo pode gerar prejuízos operacionais e financeiros significativos.

1. Perda de eficiência operacional

Com novas regras para cálculo e recolhimento de impostos, manter os processos antigos pode gerar gargalos na operação. Sistemas desatualizados, fluxos não adaptados e falta de integração entre setores dificultam a agilidade necessária no varejo, especialmente em datas de alto volume como Black Friday ou Natal. A falta de automação fiscal também compromete o tempo de resposta em frentes como reposição de estoque e atualização de preços.

2. Multas e inconsistências fiscais

A transição entre o modelo atual e o novo exigirá um período de convivência entre sistemas. Durante essa fase, o risco de inconsistência nas obrigações acessórias é alto. Informações incorretas na emissão de notas, erros na apuração de créditos e atrasos na entrega de declarações podem resultar em multas pesadas, questionamentos por parte do fisco e até bloqueios fiscais que paralisam a operação.

3. Aumento de custos administrativos

Empresas que não se anteciparem às mudanças podem ver os custos com equipe, consultoria e conformidade dispararem. A necessidade de retrabalho, manuais internos desatualizados e falhas nos processos fiscais acabam exigindo horas extras, auditorias corretivas e investimentos emergenciais em tecnologia. Lembrando que tudo isso impacta diretamente o caixa da operação.

4. Dificuldade em escalar ou operar omnichannel com segurança

A Reforma Tributária no varejo aumenta a complexidade para quem vende em múltiplos canais. Sem um sistema unificado e preparado para lidar com as novas exigências, será arriscado escalar operações, abrir novas lojas, ampliar canais digitais ou integrar experiências entre físico e online. A falta de visibilidade sobre a carga tributária em cada ponto de contato pode comprometer a margem, gerar inconsistência na precificação e até afetar a experiência do consumidor.

O que fazer agora para manter (ou ganhar) eficiência fiscal?

Diante da Reforma Tributária, o momento exige ação estratégica e rápida. Para manter ou até ganhar eficiência nesse novo cenário, os varejistas precisam ir além da adequação fiscal técnica e buscar uma transformação estruturada da gestão tributária. Veja os principais passos recomendados:

1. Faça um diagnóstico tributário completo

Mapeie todos os tributos envolvidos nas operações, sejam eles federais, estaduais e municipais. Depois, avalie o impacto real da reforma nos diferentes canais de venda. Isso permite revisar sua política de preços, identificar oportunidades de ganho de crédito e corrigir distorções.

2. Atualize sistemas e processos fiscais

Adapte ERPs, emissores de notas e plataformas de gestão para as novas exigências de CBS e IBS. Sistemas integrados e preparados para o novo modelo são fundamentais para evitar erros, otimizar o cálculo de créditos e garantir conformidade fiscal desde o início da transição.

3. Reforce a capacitação da equipe fiscal e contábil

Invista em treinamentos e atualizações constantes. A reforma muda a lógica da tributação no Brasil, e manter sua equipe preparada para as transições técnicas e legais é essencial para evitar falhas operacionais e riscos jurídicos.

4. Revise contratos e cadeias de fornecimento

Negociações com fornecedores e parceiros devem ser avaliadas à luz do novo modelo tributário. Condições comerciais, cláusulas de repasse de tributos e responsabilidade pelo recolhimento precisam estar alinhadas com a nova legislação.

5. Busque apoio especializado

Contar com consultorias fiscais, contadores e parceiros de tecnologia pode acelerar a adaptação. Especialistas ajudam a evitar armadilhas, antecipar cenários e estruturar a operação para crescer com segurança, mesmo em meio à mudança.

6. Planeje a longo prazo com visão estratégica

Use a reforma como oportunidade para modernizar sua estrutura tributária. Automatizar rotinas, integrar dados entre áreas, e transformar a gestão fiscal em uma vantagem competitiva pode colocar sua empresa à frente da concorrência.

Em um cenário de tantas mudanças, agir com planejamento é o caminho mais seguro para proteger margens, manter conformidade e sustentar o crescimento.

Como a tecnologia pode ser aliada nessa transição?

A tecnologia é uma aliada indispensável para o varejo na transição para o novo modelo tributário. Soluções em nuvem com atualização tributária nativa oferecem uma grande vantagem: permitem que as mudanças legislativas sejam incorporadas automaticamente, sem a necessidade de reconfigurações manuais. Isso garante mais agilidade, segurança e redução de erros na apuração dos tributos. Além disso, plataformas cloud oferecem escalabilidade, atualizações em tempo real e integração com diversos pontos da operação, o que se torna essencial diante das novas exigências da Reforma Tributária.

Um bom exemplo envolvendo varejistas e reforma tributária é o de redes que já utilizam sistemas de gestão integrados para unificar informações de PDV, e-commerce, financeiro e fiscal. Com essa estrutura, é possível calcular impostos com base no local de consumo, cruzar dados em tempo real para emissão correta de notas fiscais e apuração de créditos de IBS e CBS. Esse nível de compliance automatizado evita retrabalho e reduz significativamente o risco de inconsistência tributária, além de liberar o time interno para focar em ações mais estratégicas, como análise de margem e planejamento comercial.

Na era do varejo omnichannel, integrar canais de venda sem fricção fiscal é um diferencial competitivo e a tecnologia é a chave para isso. Com sistemas integrados e preparados para a nova lógica tributária, é possível manter consistência de preços, garantir conformidade na emissão de documentos fiscais e oferecer uma experiência de compra fluida, independente do canal. A automação fiscal integrada ao backoffice permite que as operações se conectem de forma inteligente, apoiando o crescimento escalável do negócio mesmo em um cenário de alta complexidade regulatória.

Transformar a complexidade tributária em eficiência

A Reforma Tributária já está em curso e toda a cadeia do varejo sentirá seus efeitos. Adiar decisões ou tratar o tema como algo distante pode comprometer a saúde financeira e a competitividade do seu negócio. Por outro lado, quem se antecipa, investe em tecnologia e estrutura processos com inteligência tem a chance de transformar a complexidade tributária em uma vantagem estratégica real.

Mais do que uma obrigação legal, essa transição pode ser o ponto de partida para modernizar sua operação, ganhar eficiência fiscal e estruturar um crescimento sustentável, mesmo em um cenário desafiador. Atente-se para o fato de que a hora de agir é agora, com planejamento tributário, parceiros certos e uma visão clara de futuro.

Quer entender como transformar a complexidade tributária em eficiência? Fale com a gente.

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